Com estilo jovem e urbano, Yishion planeja revolucionar o mercado de vestuário no país, apostando em qualidade e preço baixo.
Mesmo com o crescimento da economia do Brasil não se destacando, o potencial brasileiro em relação ao mercado varejista ainda é visto como promissor para os próximos anos. Pensando neste segmento, a marca Yishion, conhecida como a "Zara chinesa", inicia o projeto de expandir fora da Ásia e escolhe o Brasil como seu primeiro destino, com expectativa de desembarcar no país até o fim do ano.
Atualmente, a marca implementa uma unidade de distribuição em São Paulo. O intuito para este ano é montar o centro de distribuição e já abrir algumas unidades de varejo, principalmente em shoppings, locais vistos como forte ponto de compras. "Os donos da marca escolheram o Brasil, pois, saindo da Ásia, é um dos poucos mercados grandes que tem potencial grande de crescimento, pois as roupas aqui são caras e muitas vezes de má qualidade. A Yishion quer chegar no país exatamente para se destacar com a qualidade e preço baixo", explica Paulo César Mauro, responsável por fazer a intermediação entre a marca e investidores brasileiros.
Especialistas do mundo da moda caracterizam a marca como a "Zara chinesa", pois o formato das lojas são bem parecidas, além dos modelos das roupas, preços e estilos para homens e mulheres. Além disso, o público-alvo é a classe média e classe média alta. Apesar de a marca abrir lojas próprias, o principal intuito é a expansão por meio de franquias, em cidades com mais de 300 mil habitantes. De acordo com Paulo César, o preço varia entre R$ 800 mil (lojas de rua) a R$ 2 milhões (lojas de 300 m² em shoppings).
A rede tem sede em Hong Kong e já está presente em mais de 20 países. Contudo, a ambição é tornar-se líder mundial no segmento. Atualmente, a Yishion conta com 4 mil estilos por estação, proveniente de uma equipe composta por designers do Reino Unido, Paris, Japão, Coréia do Sul e Hong Kong. Segundo Mauro, a marca conta com 32 fábricas na China e 3.600 lojas.
"A Yishion vai abrir uma subsidiária no Brasil. O mercado é muito propício, tem muitas oportunidades e competitividade, pois os custos com vestuários são altos", destaca Paulo César, responsável também pela implantação do restaurante Hooters no país. "Estamos analisando a possibilidade de criarmos uma loja conceito para ajudar na consolidação", revela. Os responsáveis estimam potencial para mais de 400 pontos de vendas no país.
Fonte: Brasil Econômico
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