Artigo publicado no Jornal de Piracicaba em 08/12/2013
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9 de dez. de 2013
O marketing na malhação
24 de abr. de 2012
Marketing dos clubes europeus
Atualmente nossos clubes somente enxergam o patrocínio como uma
ferramenta de geração de visibilidade para as marcas patrocinadoras e o
reflexo disso é o uniforme dos times repletos de marcas. E as empresas
acabam também enxergando de forma muito limitada essa fantástica
ferramenta de marketing, utilizando os clubes pura e simplesmente como
mídia.
Tudo isso está produzindo um efeito péssimo para nosso mercado, já que os clubes querem cada vez mais recursos por esses espaços e as empresas começam a se questionar se somente retorno de mídia é suficiente para pesados investimentos.
Para tentar explicar o caminho que devemos trilhar, três exemplos de clubes europeus que trabalham muito bem o seu marketing:
Real Madrid
O clube de Madrid gera mais de 170 milhões de euros em seu departamento de marketing. O clube tem mais de 13 empresas associadas ao clube, mas somente a Bwin e Adidas aparecem em seus uniformes. O clube conseguiu fortalecer sua área de marketing atraindo empresas interessadas em desenvolver ações de marketing e vendas em diferentes canais do clube.
Um bom exemplo é a parceria com a Movistar (empresa de telefonia móvel da Telefônica na Espanha), que não aparece nos uniformes mas atua de forma diferenciada em diferentes serviços tecnológicos do clube.
Nos últimos oito anos as receitas de marketing do clube cresceram 100%.
Barcelona
O Barça gera mais de 150 milhões de euros por ano em marketing. O clube conta com mais de 17 marcas associadas ao clube, mas somente a Qatar Foundation e a Nike estão estampadas em seu uniforme. O clube mantém uma parceria com a Unicef em que paga um valor para a entidade, que tem espaço em seu uniforme e na TV3, televisão da Catalunha. As receitas com marketing do clube cresceram mais de 247% nos últimos oito anos, impulsionado projetos de globalização de sua marca, associação com empresas que vai muito além de espaços publicitários em seus uniformes e projetos próprios com torcedores e empresas.
Uma das marcas mais associadas ao clube é a cervejaria Estrella Damm, que não aparece nos uniformes, mas é a cerveja oficial do clube. Outra mais recente e que também apresenta excelente retorno é a Turkish Airlines, companhia aérea oficial do clube.
Manchester United
O Manchester foi sem dúvida o precursor do desenvolvimento comercial do futebol europeu. O time foi o primeiro a buscar a internacionalização de seus negócios e serviu de inspiração para que outros clubes do futebol europeu seguissem o mesmo caminho. Atualmente o clube gera mais de 110 milhões de euros em receitas de marketing e conta com 27 marcas patrocinadoras, mas somente AON e Nike estão estampadas em seu uniforme. As receitas comerciais do clube cresceram 59% nos últimos oito anos.
O clube se diferenciou dos demais, pois além de seus parceiros globais, conseguiu negociar patrocínios focados em mercados específicos, como da Ásia e Oriente Médio.
Assim, as estratégias de patrocínio dos clubes europeus deveriam servir de referência para nosso mercado. Os clubes brasileiros devem investir pesado em suas marcas e seus negócios e buscar parceiros interessados nessa expansão. Nosso mercado precisa evoluir, para deixar de ser um gerador de mídia e se transformar em um fomentador de negócios e oportunidades.
Os exemplos pelo mundo comprovam isso. Basta que os responsáveis pelo marketing dos clubes brasileiros “saiam da caixa”.
Tudo isso está produzindo um efeito péssimo para nosso mercado, já que os clubes querem cada vez mais recursos por esses espaços e as empresas começam a se questionar se somente retorno de mídia é suficiente para pesados investimentos.
Para tentar explicar o caminho que devemos trilhar, três exemplos de clubes europeus que trabalham muito bem o seu marketing:
Real Madrid
O clube de Madrid gera mais de 170 milhões de euros em seu departamento de marketing. O clube tem mais de 13 empresas associadas ao clube, mas somente a Bwin e Adidas aparecem em seus uniformes. O clube conseguiu fortalecer sua área de marketing atraindo empresas interessadas em desenvolver ações de marketing e vendas em diferentes canais do clube.
Um bom exemplo é a parceria com a Movistar (empresa de telefonia móvel da Telefônica na Espanha), que não aparece nos uniformes mas atua de forma diferenciada em diferentes serviços tecnológicos do clube.
Nos últimos oito anos as receitas de marketing do clube cresceram 100%.
Barcelona
O Barça gera mais de 150 milhões de euros por ano em marketing. O clube conta com mais de 17 marcas associadas ao clube, mas somente a Qatar Foundation e a Nike estão estampadas em seu uniforme. O clube mantém uma parceria com a Unicef em que paga um valor para a entidade, que tem espaço em seu uniforme e na TV3, televisão da Catalunha. As receitas com marketing do clube cresceram mais de 247% nos últimos oito anos, impulsionado projetos de globalização de sua marca, associação com empresas que vai muito além de espaços publicitários em seus uniformes e projetos próprios com torcedores e empresas.
Uma das marcas mais associadas ao clube é a cervejaria Estrella Damm, que não aparece nos uniformes, mas é a cerveja oficial do clube. Outra mais recente e que também apresenta excelente retorno é a Turkish Airlines, companhia aérea oficial do clube.
Manchester United
O Manchester foi sem dúvida o precursor do desenvolvimento comercial do futebol europeu. O time foi o primeiro a buscar a internacionalização de seus negócios e serviu de inspiração para que outros clubes do futebol europeu seguissem o mesmo caminho. Atualmente o clube gera mais de 110 milhões de euros em receitas de marketing e conta com 27 marcas patrocinadoras, mas somente AON e Nike estão estampadas em seu uniforme. As receitas comerciais do clube cresceram 59% nos últimos oito anos.
O clube se diferenciou dos demais, pois além de seus parceiros globais, conseguiu negociar patrocínios focados em mercados específicos, como da Ásia e Oriente Médio.
Assim, as estratégias de patrocínio dos clubes europeus deveriam servir de referência para nosso mercado. Os clubes brasileiros devem investir pesado em suas marcas e seus negócios e buscar parceiros interessados nessa expansão. Nosso mercado precisa evoluir, para deixar de ser um gerador de mídia e se transformar em um fomentador de negócios e oportunidades.
Os exemplos pelo mundo comprovam isso. Basta que os responsáveis pelo marketing dos clubes brasileiros “saiam da caixa”.
4 de abr. de 2012
No Brasil, a prática esportiva regular está muito concentrada em alguns grupos específicos de consumidores. Menos de um terço da população de uma forma geral pratica esportiva cotidianamente, com maior participação entre os mais jovens e os mais ricos.
O volume de pessoas que se exercita no Brasil somente vai crescer de forma contundente caso a Classe C incorpore de forma regular a atividade física, tanto entre os mais jovens, como entre os mais velhos.
Assim, da mesma forma que a consolidação da Classe C foi fundamental para o desenvolvimento econômico do Brasil, será decisivo no fortalecimento do esporte como Indústria.
Além disso, como a classe C tem papel fundamental para influenciar o consumo das Classes D e E, a cultura de prática esportiva pode evoluir muito no Brasil, graças a esse processo.
Isso significará mais pessoas praticando esporte, o que resultará em um país mais saudável.
O desafio é fazer com que nossa classe média, além de ir ao shopping ou viajar, também enxergue no esporte uma atividade de entretenimento, como verificado nos consumidores brasileiros de alta renda.
Amir Somoggi é diretor de consultoria em gestão esportiva da BDO
O volume de pessoas que se exercita no Brasil somente vai crescer de forma contundente caso a Classe C incorpore de forma regular a atividade física, tanto entre os mais jovens, como entre os mais velhos.
Assim, da mesma forma que a consolidação da Classe C foi fundamental para o desenvolvimento econômico do Brasil, será decisivo no fortalecimento do esporte como Indústria.
Além disso, como a classe C tem papel fundamental para influenciar o consumo das Classes D e E, a cultura de prática esportiva pode evoluir muito no Brasil, graças a esse processo.
Isso significará mais pessoas praticando esporte, o que resultará em um país mais saudável.
O desafio é fazer com que nossa classe média, além de ir ao shopping ou viajar, também enxergue no esporte uma atividade de entretenimento, como verificado nos consumidores brasileiros de alta renda.
Amir Somoggi é diretor de consultoria em gestão esportiva da BDO
26 de set. de 2011
Sucesso na F1 reverte em lucro para a Red Bull
Equipe da companhia de bebidas energéticas ganha patrocinadores e está próxima do bicampeonato de pilotos com o alemão Sebastian Vettel
Além de todos os retornos de mídia e institucional, a equipe de Formula-1 já começa a dar retorno financeiro para a Red Bull. De acordo com os últimos resultados da companhia de bebidas energéticas, os times de esportes motorizados deram um lucro de 2,8 milhões de libras – aproximadamente 75% deste resultado foi creditado a F-1 pelo chefe da equipe, Christian Horner. As informações são do jornal britânico The Guardian.
“O controle dos custos combinado com o crescimento de receitas externas transformou a Red Bull Racing em uma operação mais bem-sucedida a custos menores para a companhia”, afirmou Horner ao jornal britânico.
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Carro da Red Bull durante ação promocional em São Paulo em 2006 |
Além dos 56 milhões de libras como premiação, o título de Vettel no ano passado valeu a Red Bull força na negociação com novos patrocinadores. Neste ano, os carros e macacões da escuderia ganharam três novas marcas: LG, Pepe Jeans e FXDD. O incremento de 20% das receitas compensou o pagamento dos bônus aos profissionais pelas vitórias. As restrições da organização aos gastos das equipes também colaborou para que os custos não aumentassem significativamente.
23 de set. de 2011
Uma bolada de US$ 64 bilhões
A empresa de consultoria AT Kearney publicou um estudo que o mercado de eventos esportivos movimentou mais de US$ 64 bilhões em 2009, entre recursos gerados com gastos em estádios, direitos televisivos e marketing.
Esse montante de acordo com o estudo inclui tanto os megaeventos, como as mais variadas competições de diferentes esportes em todo o mundo, que incluem times profissionais.
O futebol é disparado o esporte que mais concentra força na geração de receitas em todo o mundo, seguido do futebol americano, baseball, Formula 1, basquete e hóquei. A Europa representa 79% do total gerado pelos eventos profissionais associados ao futebol.
Está claro que excluído o futebol e a Fórmula 1 com menos força nos EUA, os outros esportes são sem dúvida impulsionados pelo grau de amadurecimento do mercado norte-americano.
Mercado de eventos profissionais no esporte global em 2009
Futebol – US$ 28 bilhões
Futebol Americano- US$ 8,1 bilhões
Baseball – US$ 7,7 bilhões
Formula 1 – US$ 4,2 bilhões
Basquete – US$ 3,8 bilhões
Hóquei - US$ 2,8 bilhões
Tênis – US$ 2,7 bilhões
Golfe – US$ 1,9 bilhão
Outros – US$ 5 bilhões
Fonte: Kearney
A empresa tem a expectativa que esse mercado cresça em um ritmo de cerca de 4% ao ano até 2015. Entre 2005 e 2009 a taxa de crescimento anual foi de 6%.
* Amir Somoggi é diretor de consultoria em gestão esportiva da BDO
Esse montante de acordo com o estudo inclui tanto os megaeventos, como as mais variadas competições de diferentes esportes em todo o mundo, que incluem times profissionais.
O futebol é disparado o esporte que mais concentra força na geração de receitas em todo o mundo, seguido do futebol americano, baseball, Formula 1, basquete e hóquei. A Europa representa 79% do total gerado pelos eventos profissionais associados ao futebol.
Está claro que excluído o futebol e a Fórmula 1 com menos força nos EUA, os outros esportes são sem dúvida impulsionados pelo grau de amadurecimento do mercado norte-americano.
Mercado de eventos profissionais no esporte global em 2009
Futebol – US$ 28 bilhões
Futebol Americano- US$ 8,1 bilhões
Baseball – US$ 7,7 bilhões
Formula 1 – US$ 4,2 bilhões
Basquete – US$ 3,8 bilhões
Hóquei - US$ 2,8 bilhões
Tênis – US$ 2,7 bilhões
Golfe – US$ 1,9 bilhão
Outros – US$ 5 bilhões
Fonte: Kearney
A empresa tem a expectativa que esse mercado cresça em um ritmo de cerca de 4% ao ano até 2015. Entre 2005 e 2009 a taxa de crescimento anual foi de 6%.
* Amir Somoggi é diretor de consultoria em gestão esportiva da BDO
31 de ago. de 2011
Corinthians é artilheiro no marketing esportivo
O que uma pessoa é capaz de fazer por um time? Matar? Morrer? É possível. Não há limites para uma paixão que beira a loucura. Com essa sacada e seguindo o exemplo de times como o Barcelona e o Chelsea a diretoria de marketing do Corinthians mudou a forma de faturar com futebol no Brasil.
Com o centenário do clube como plano de fundo, o ex-banqueiro Luís Paulo Rosenberg – atual diretor de marketing do time, em 2008 foi até a sede da Nike, nos Estados Unidos, arquitetar um projeto de fortalecimento de ambas as marcas no País.
De um patrocinador “comum”, a Nike transformou o poderoso timão numa nação de 30 milhões de torcedores e potenciais consumidores, com direito a RG e tudo. Afinal, um cidadão de uma “Nação” precisa de uma identidade.
Daí pra frente, foi uma sucessão de chutes a gol; a criação da rede de lojas Poderoso Timão – que hoje conta com mais de 100 franquias recheadas de produtos licenciados, a contratação do fenomenal Ronaldo, o uso das redes sociais como ferramenta de difusão de conteúdo, entre tantos outros.
Para o futuro, o Corinthians deve inaugurar 10 lojas da Farma Timão (setor farmacêutico) e uma linha de carnes bovinas para churrasco. O clube encerrou 2010 como a primeira agremiação brasileira com receita anual superior a 200 milhões de reais. Um golaço e tanto.
FONTE: Consumidor Moderno
Com o centenário do clube como plano de fundo, o ex-banqueiro Luís Paulo Rosenberg – atual diretor de marketing do time, em 2008 foi até a sede da Nike, nos Estados Unidos, arquitetar um projeto de fortalecimento de ambas as marcas no País.
De um patrocinador “comum”, a Nike transformou o poderoso timão numa nação de 30 milhões de torcedores e potenciais consumidores, com direito a RG e tudo. Afinal, um cidadão de uma “Nação” precisa de uma identidade.
Daí pra frente, foi uma sucessão de chutes a gol; a criação da rede de lojas Poderoso Timão – que hoje conta com mais de 100 franquias recheadas de produtos licenciados, a contratação do fenomenal Ronaldo, o uso das redes sociais como ferramenta de difusão de conteúdo, entre tantos outros.
Para o futuro, o Corinthians deve inaugurar 10 lojas da Farma Timão (setor farmacêutico) e uma linha de carnes bovinas para churrasco. O clube encerrou 2010 como a primeira agremiação brasileira com receita anual superior a 200 milhões de reais. Um golaço e tanto.
FONTE: Consumidor Moderno
29 de abr. de 2011
O futuro do marketing esportivo no Brasil
O mercado esportivo brasileiro tem nesse momento uma grande perspectiva de crescimento para os próximos anos. A evolução do mercado se dará pelo processo atual de desenvolvimento mercadológico do mercado e pelo fluxo de investimentos que serão gerados por conta da Copa de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016 e de como os megaeventos vão impactar positivamente na geração de negócios.
Os patrocinadores têm papel fundamental nesse processo de mudança, já que as empresas que investem parte de suas verbas de marketing e comunicação em estratégias de marketing esportivo devem enxergar as entidades como ferramentas estratégicas de marketing, e não apenas como veículos de comunicação de suas marcas. O caminho é transformar o investimento no esporte em uma plataforma completa de marketing e comunicação.
As oportunidades mercadológicas para empresas patrocinadoras e entidades esportivas são enormes, mas dependem de um alinhamento estratégico das ações a serem criadas e uma visão mais clara de como desenvolver estratégias conjuntas.
A perspectiva de crescimento do mercado esportivo brasileiro exige uma mudança radical na relação atual entre as marcas corporativas e entidades esportivas, que devem atuar como verdadeiros parceiros estratégicos.
Essa mudança atual na utilização das estratégias de marketing esportivo poderá atrair novas empresas patrocinadoras e o desenvolvimento comercial de nosso mercado, ainda em processo de maturação.
FONTE: meio&mensagem
Os patrocinadores têm papel fundamental nesse processo de mudança, já que as empresas que investem parte de suas verbas de marketing e comunicação em estratégias de marketing esportivo devem enxergar as entidades como ferramentas estratégicas de marketing, e não apenas como veículos de comunicação de suas marcas. O caminho é transformar o investimento no esporte em uma plataforma completa de marketing e comunicação.
As oportunidades mercadológicas para empresas patrocinadoras e entidades esportivas são enormes, mas dependem de um alinhamento estratégico das ações a serem criadas e uma visão mais clara de como desenvolver estratégias conjuntas.
A perspectiva de crescimento do mercado esportivo brasileiro exige uma mudança radical na relação atual entre as marcas corporativas e entidades esportivas, que devem atuar como verdadeiros parceiros estratégicos.
Essa mudança atual na utilização das estratégias de marketing esportivo poderá atrair novas empresas patrocinadoras e o desenvolvimento comercial de nosso mercado, ainda em processo de maturação.
FONTE: meio&mensagem
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